Deixe o seu departamento pessoa instruído a essas mentiras para que não efetive contratações precipitadas

O desemprego no Brasil tem sido coisa recorrente, principalmente nos últimos anos. Com a crise financeira, todos os setores empreendedores do Brasil foram afetados e o resultado disso foi o corte de gastos e consequentemente demissões em massa.

Com o mercado de trabalho restrito em meio a muitas pessoas disponíveis em diversos cargos, uma vaga de emprego vale muito e algumas pessoas são capazes de muita coisa para conquistá-la, ate mesmo mentir.

Fora que a mentira é um mecanismo de defesa e escama quando a pessoa se sente acuada em qualquer situação, então se a pessoa usa esse mecanismo para sair de uma situação adversa em uma entrevista de emprego, contratado utilizará desse desvio de caráter para sair de situações adversas dentro do seu trabalho na empresa.

Por isso, o departamento pessoal precisa ser safo, pois a entrevista de emprego fala muito sobre quem é o funcionário.

Mentiras mais comuns

Poderíamos listar uma extensa gama de mentiras bem conhecidas que alguns candidatos dizem em situações de entrevista de emprego, mas para sintetizar melhor essa situação, falaremos das mais comuns, para que o departamento pessoal esteja atento e não caia na conversa furada desses aproveitadores.

O desvio de caráter já começa quando o candidato quer levar vantagem quanto a sua localidade de residência. Com o inchaço nos candidatos e as restrições nas vagas de trabalho, é natural que a empresa fique mais criteriosas e um desses critérios é escolher candidatos da mesma cidade ou região, para ter o funcionário mais próximo caso ocorra alguma casualidade ou mesmo para uma economia quanto a benefícios de transporte. Por sua vez, alguns candidatos usam da mentira até mesmo no currículo para conseguir angariar essas vagas e ignorar a política da empresa, uma vez contratado.

Agora, no momento da entrevista algumas mentiras tradicionais são aquelas que respondem a capacitação e as habilidades do candidato, que nem sempre são verídicas. A respeito das habilidades, estas só poderão ser conferidas no momento da contratação ou se a empresa promover algum teste prático com os candidatos, por isso mesmo o período de experiência. O candidato em uma entrevista de emprego também precisa compreender que a omissão é uma forma de buscar o engano, por isso, sempre é importante dizer o período exato em que ele e permaneceu em uma empresa anterior. Dizer que ficou entre um ano e outro dá uma alusão de tempo maior do que dizer que ficou de determinando mês a outro cruzando o ano. Um exemplo, o candidato que trabalhou anteriormente de outubro de 2017 a janeiro de 2018 ficou três meses na empresa e certamente não passou no período de experiência, mas ao falar que ficou na empresa entre 2017 e 2018 dá a entender que ele ficou durante um ano na mesma empresa. Nesse caso, o departamento pessoal precisa ficar atento e sempre questionar.

Outra questão que o departamento pessoal precisa estar atento é o modo de que o candidato foi despedido nas empresas anteriores. Como dissemos no início do artigo, com a crise financeira atual o corte de gastos ficou muito latente e para um funcionário pedir demissão vale muito. Então, sempre fique com um pé atrás se o candidato falar que pediu demissão. Não é vergonhoso ter sido demitido dentro de uma realidade de necessidade da empresa, vergonhoso é mentir. Até porque o departamento pessoal pode entrar em contato com a empresa anterior e você, pela sua mentira, pode perder uma boa oportunidade de indicação.

Outro lado da moeda

Da mesma forma que a mentira do candidato é uma situação desconfortável para o departamento pessoal o mesmo não deve utilizar dos tradicionais clichés mentirosos para o candidato. Se você sabe que o candidato não passou nos requisitos não minta dizendo que entrará em contato posteriormente, o deixando na expectativa de ser escolhido, assim como a expressão “banco de oportunidades”. E se a situação for de contrato efetivo não minta quanto a valores, benefícios, escalas e tempo de trabalho. Se a mentira do candidato é um desvio de caráter por parte do mesmo com a empresa que precisa pensar que a mentira dela para o funcionário em potencial é um desvio do empreendimento com o seu parceiro.

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